21/12/08
O BLOG MUDOU DE ENDEREÇO!!!!
O BLOG MIGROU PARA UM PROVEDOR MAIS ADEQUADO.
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Foi um susto. Na redação da Guarujá, minutos antes de colocar no ar o Jornal da Noite, derrubei todo o roteiro e as entrevistas marcadas. O assunto passou a ser, de novo, as chuvas que caem em pancadas, fortes, assustadoras, sem calma. O Rui Guimarães, teve que fazer seu comentário com água pela canela em sua casa, em Palhoça. De São José, veio a informação mais preocupante da localidade de Picadas do Sul, de onde foram retiradas algumas famílias. A previsão é que as pancadas fiquem mais brandas, mas a apreensão continua. O Major Márcio Alves é um incansável soldado, que nos cuida, com eficiência e coragem. Ele diz que no Vale do Itajaí está tudo bem, a chuva não apareceu. Menos mal.
Terminei o programa como comecei. Inquieto, pilhado, torcendo pelo melhor.
Foi um final de semana gostoso, feliz, entre família e amigos, como mandam as boas energias. Fizemos uma festa no sábado (só agora recuperei o fôlego) com os colegas da Rádio Guarujá e adjacências, já que até o Sergio Murilo e o Bruno da Band apareceram. Foi um prazer receber meus mais próximos amigos e parceiros. Nada mais justo do que comer um bom churrasco entre os amigos que, no dia-a-dia, são colegas de profissão, de trabalho. Encerramos o sábado em grande estilo, com muita “disco-dance”. Fomos dos anos 70 aos nossos de hoje, permitindo até um pouco de pagode, que não é o meu forte (muito pelo contrário), mas em nome dos amigos, rolou sem problema. A pista bombou legal, com performances, boas reboladas e até o Super-Homem apareceu, meio fora de forma, mas não falhou e veio com tudo.
O fim da noite foi com direito a um papo tranqüilo na beira da piscina, uisquinho com Coca-Cola, cervejinha gelaaaaaada, com uma tremenda lua cheia. No finalzinho, uma garoazinha até caiu de leve, tão branda que a gente nem deu bola e encerramos rindo muito, de tudo, comendo uma melancia gelada, pra recobrar o gás. Na madrugada, cada um fez o melhor que pode, imagino.
Quem roubou a cena foi o Rui Guimarães, uma figuraça, para poucos…. “prosa boa”. A Karol e as suas meninas mataram a pau. Isso eu também já sabia…
Agradeço a todos que vieram, a cada um em especial. Sou-lhes grato pela imensa alegria que me deram. Amigos verdadeiros são os de todas as horas, inclusive para essas. Bom demais! Valeu galera! Outras virão, por que a vida é muito curta.
PS.: Se a Karol me mandar as fotos que a turma dela fez na festa, juro que publico umas aqui, pro pessoal que se encolheu dar uma olhada.
O deputado federal do PT Décio Lima, dia desses, lançou um balão de ensaio estranho, propondo a federalização do Porto de Itajaí. No dia seguinte, quem procurou o deputado não o achou. Viajou para o exterior. Hoje, ele apareceu na cena. Onde? No auditório do Porto, lá onde o presidente Lula concedeu uma coletiva com boa parte de seu ministério, incluindo a Super Dilma. A federalização tinha um endereço político: tirar o Porto de Jandir Bellini, eleito prefeito, que venceu o petista Volnei Morastoni. Adivinha quem iria administrar o Porto federalizado? A jogada de Décio Lima não se sustentou um dia. A comunidade toda reagiu. Será que o presidente cobrou no deputado federal Décio Lima a bola fora que deu?
No mundo inteiro os banqueiros têm poder, mas por que só aqui eles mandam de forma tão expressiva? É impressionante o poder deste setor sobre os governos. “Se você reunir os banqueiros que atuam no Brasil, eles não vão lotar o salão do Clube 12, mas conseguem controlar toda a economia do País”. A frase é do professor de economia da UFSC, Nildo Ouriques, em entrevista ao Jornal da Noite/Guarujá.
O professor afirma que a crise era prevista e foi armada. “Só não sabe disso aqueles mal informados que ficam escutando apenas essas vozes que mais perecem papagaios lá de fora”, arremata o economista da UFSC.
É engraçado, mas é uma pena também. O Centro Histórico de São José é a região da cidade “quetinha”. Que tinha banco, que tinha cartório, que tinha delegacia de polícia, que tinha campo de futebol… Ficou só o prédio da Câmara dos Vereadores e muito mal cuidada, por sinal. O Seu Aldo, presidente da Associação dos Moradores do Centro de São José, conta que o lado de trás do legislativo municipal, de frente para a praia, virou um lixão à céu aberto. Uma pena.
Desde que a Prefeitura mudou-se para as margens da Via Expressa a coisa foi mudando e está como está. A Praça do Centro Histórico é lindinha, mas está abandonada. Alô próximo prefeito Djalma…!
O Julio Castro, colega repórter da Guarujá, me conta que o pessoal da Defesa Civil de Santa Catarina está revoltado, indignado, com as propagandas que estão no ar pelo País, as quais chamam turistas para as praias do Nordeste Brasileiro. O slogan das tais campanhas publicitárias encerram assim: “Visite nossas praias, aqui você não precisa trazer guarda-chuva”.
Está faltando criatividade. Está sobrando oportunismo, o mais canalha possível!
Os homens de bem comemoram hoje o aniversário de 60 anos da Declaração dos Direitos Humanos. Ela veio pelo cansaço do homem, de matar, de morrer e de sofrer com a sua boçalidade.
Li muitos dos seus Artigos, agora pouco, durante o Jornal da Noite. E fiz isso quase como uma denúncia de como traímos em muitos gestos, pessoais e coletivos, a Declaração. Não posso deixar de declarar meu constrangimento e vergonha por muito do que somos, do que nos transformamos.
Que humanos somos, que declaramos direitos só a nós mesmos?…
Como somos pequenos e pobres “humanozinhos”.
A propósito, dia desses entrevistei o secretário Estadual de Segurança, o deputado Ronaldo Benedet, sobre este problema e ele confidenciou que votou a favor da Lei 254, quando estava no mandato, na Assembléia Legislativa. Votou pela aprovação por que é aliado do governador LHS e a orientação era votar a favor. No entanto, lembrou do que disse na época aos seus correligionários, no plenário: “Isso vai dar problema lá na frente…”
Deu.
O deputado Sargento Amauri Soares me contou agora pouco no Jornal da Noite/Rádio Guarujá, que existem aproximadamente mil soldados da PM de Santa Catarina que estão recebendo salário zero todo final de mês. O problema são os empréstimos consignados – incentivados pelos governos estadual e federal. No encontro de contas no holerite, sobra nada! O deputado conta que, mensalmente, compra cestas-básicas e doa a estes colegas de corporação. Ele anunciou ontem a retomada da mobilização pelo cumprimento da Lei 254, que recompõe razoavelmente os salários dos Praças. Na quinta, o governador vai ter dificuldade de embarcar no seu helicóptero, nos fundos do Centro Administrativo. Estarão por lá as esposas dos nossos policiais militares protestando e exigindo que a Lei seja respeitada.
Conversei ontem por quase uma hora com o Procurador do Estado, Paulo Roney Ávila Fagúndes. Foi um papo de velhos ativistas políticos e colocamos em dia algumas lembranças do Rio Grande do Sul. Enquanto ele era vereador pelo MDB, em Livramento, eu militava apaixonadamente no MR-8, em Porto Alegre. Lutávamos por um mesmo ideal, para derrubar a Ditadura Militar e retomar o caminho democrático do País.
É engraçado, mas muitas vezes nos sentimos personagens de histórias que nossos filhos, hoje, quase não acreditam. Comentamos o fato de sermos contemporâneos do poeta Mário Quintana. Víamos o poetinha quase diariamente, ali na Praça da Alfândega, no Hotel Majestic ou na redação no Correio do Povo. Lembrei com alegria e emoção a ocasião em que o Quintana ajudou a vender o meu primeiro livro de poesias “Pátria Poeta”, na Feira do Livro de 1984. Vendo que eu não vendia nada, pelo absoluto anonimato que me era peculiar, o poeta resolveu se sentar ao meu lado. Atraiu dezenas de pessoas que fizeram fila para comprar meu livro. Quintana autografava minhas poesias como se fossem dele e depois me passava para assinar também. No início, ninguém entendeu aquilo, mas não demorou para o Quintana ir embora, sem antes me ajudar a vender uns 80 livros. Quando vi o poeta pelas costas, vi também aquela fila que não era mais minha esvaziar rapidamente.
Bom aquele papo de ontem.
Entrevistei há pouco o senador Pedro Simon, na Rádio Guarujá/Jornal da Noite. É um grande, em tudo que se possa pensar de bom num político. Estava numa “reuniãozita”, me disse, mas atendeu com atenção o meu telefonema, como sempre. Quis saber do senador se estava empolgado com a candidatura à presidência do Senado, numa disputa interna com José Sarney. Disse ele que não é bem vindo na cúpula no seu partido. “Eu não sou simpático e eles, eu sei, mas, a recíproca também é verdadeira”, afirmou o velho senador das boas guerras, com sua habitual sinceridade. Defendeu, ainda, que o PMDB promova primárias para a escolha de um candidato à Presidência da República. Uma idéia ousada demais, talvez, mas vem do Simon, então, a gente perdoa essa dose de utopia e coragem.
Ainda arrisquei saber o que acha da votação do projeto do conterrâneo Paulo Paim, que pretende devolver direitos aos aposentados e pensionistas. Até vigília pelas madrugadas os senadores estão fazendo para sensibilizar os deputados federais. “Olha, acho que o governo está interessado em uma solução, que não é exatamente o que o Paim escreveu, mas pode surgir um acordo nos próximos dias”, considerou o senador Simon.
Sempre bom ouvi-lo.
Estou com o rádio ligado na Guarujá. Não tive coragem para ir ao Scarpelli. No momento em que começo a escrever alguma coisa para o Blog sou surpreendido com o gol do Inter. Neste momento, o Figueira está na Série B. Me invade uma tristeza imensa, que há muito não sentia. Me ocorre a lembrança da derrota da eleição de Pedro Simon, em 82, pra governador. Lembro ainda o placar de 298 a 65, na votação da Emenda Dante de Oliveira - das “Diretas já!”, quando a Nação foi derrotada por 22 votos. Ainda recordo igual tristeza e desalento com a morte do Tancredo, em 85. Pode ser um exagero mais o sentimento de agora parece o mesmo. Me desculpem, não vou escrever mais nada. Volto depois do jogo, quem sabe.
Leio no Blog do Carlos Damião que a solenidade em que o Ronaldo “Fenômeno” fez as sua doações às comunidades atingidas em Santa Catarina, foi um verdadeiro circo, no que se refere ao papel interpretado pelas autoridades. O assanhamento é uma das coisas mais constrangedoras nessas ocasiões. Só imagino o que foi…
A propósito, um colega correspondente de um grande jornal de São Paulo, ofereceu matéria sobre o Ronaldinho aqui no Estado e a reação foi insólita: “não, … fica pra outra vez, valeu…” Já foi diferente…
Entrevistei o deputado federal Paulo Bornhausen agora pouco no Jornal da Noite/Rádio Guarujá. Ele é o presidente do Fórum Parlamentar Catarinense e esteve à frente de várias reuniões durante o dia. Outros parlamentares do Congresso estiveram presentes, entre eles o senador Delcídio Amaral – relator do Orçamento de 2009 da União, e o deputado Mendes Ribeiro Filho – presidente da Comissão de Orçamento em Brasília. Presenças importantes. Sobrevoaram a região e se assombraram com as imagens, como já era de se esperar. A visita serviu para confirmar uma boa notícia: Santa Catarina não terá cortes nas emendas feitas no Orçamento. Serão encaminhadas na íntegra, com inclusões até.
Mas o que me chamou a atenção foi a posição do deputado Bornhausen em relação ao problema denunciado na ocasião por uma agricultora de Ilhota. Segundo ela, os deslizamentos ocorreram exatamente nos locais por onde passa a canalização do gasoduto Brasil-Bolívia. O parlamentar constatou via aérea que as região mais atingidas são exatamente aquelas por onde passa o gasoduto. Bornhausen se resguardou em acusações maiores, mas anunciou que irá pedir investigação técnica da Petrobrás e, caso se confirme qualquer responsabilidade das empresas envolvidas com as catástrofes registradas, irá pedir até indenização ao Estado e às comunidades.
O deputado democrata parece ter recalibrado seus alvos e falou com o recato que o momento exige, disparando críticas com cuidado e precaução. Solidário, mas fiscalizador. Boa postura.
Cortava grama agora pela manhã muito grato, só do jeito que uma enchente nos ensina como é boa a normalidade do tempinho. O sol veio como um filho pródigo, menos rebelde e amadurecido. É melhor não falar muito dele.
Já notaram que quando estamos numa lida assim, como esta de jardim, só pensamos em coisas boas, leves?… Deve ser o contato com a mãe-terrinha sobre a qual falam de forma tão emocionada e solene os índios.
Enquanto ceifava os capins notei que dois passarinhos me acompanhavam, deliciando-se com as sementes desprendidas dos inços. Não resisti à proximidade deles e puxei um papo-cabeça. Minutos mais tarde me perguntei se não parecia um imbecil, doido, dando trela a dois passarinhos, absolutamente mudos e esganados. Me respondi sem dó: olha, meu velho, bem mais grave é imaginares estar salvando o mundo através do jornalismo, todos os dias. Bem feito pra mim!
Putz, fiquei emburrado comigo mesmo e terminei logo o serviço.
Os passarinhos nem deram bola…
Recebi há poucos instantes e-mail do deputado Sargento Amauri Soares, líder do PDT na Assembléia Legislativa. Ele informa que “na reunião do colégio de líderes da Casa, ficou decidido que a projeto de lei que institui o Código Estadual do Meio Ambiente não vai ser mais votado esse ano. O acordo definiu ainda o cronograma de tramitação do Projeto de Lei nº 0238.0/2008, que vai ser votado no dia 31 de março de 2009, e as emendas parlamentares poderão ser feitas até 27 de fevereiro.”
Ainda ontem comentávamos na redação da Rádio Guarujá que isso iria acontecer. O Legislativo foi sensível e é estimulante confirmar isso.
Considero a decisão uma vitória da sociedade organizada e uma lição àqueles que acreditam que o “trator” do Executivo pode tudo. Não pode.
Um exemplo típico de como é importante recuperar as estruturas turísticas e garantir que os turistas venham para seus destinos normais de lazer em Santa Catarina. Dia desses vi o desespero de uma família de Blumenau (acho que era Blumenau, ou era Balneário Camboriú…) que perdeu toda casa, com tudo dentro. O chefe da família é um trabalhador, que ganha a sua vida como pipoqueiro. Me digam para quem e onde ele irá vender sua pipoca, sem turistas, sem eventos, sem locais de lazer e de grande movimentação turística?
É evidente que, agora, o Estado tem que prestar ajuda a esta família, com alimento, remédio, água, roupas e abrigo. Num segundo momento, providenciar um terreno seguro, uma casa e os utensílios que perdeu. Isso é óbvio! Mas, além disso, é preciso pensar no todo, no dia seguinte da economia, no emprego e na renda das pessoas, principalmente dos menos favorecidos, como aquele pipoqueiro.
O pessoal da “fumaça do ódio”, de vez em quando exagera. Mas é assim mesmo.
É de impressionar a quantidade de orti-fruti-granjeiros que não produzimos aqui. Me disse ontem o presidente da CEASA/SC, Ari Martendal, que mais de 80% dos produtos agrícolas que a instituição distribui são de outros estados. Alguns vêm até do Pará. Abacaxi, manga, mamão, uva, melancia, melão, pêssego, morango, laranja, batata, cebola, tomate, beterraba, cenoura…, nada é daqui! Martendal explica o fato, decorrente do tipo de agricultura que temos, familiar, de pequenas propriedades rurais, o que dificulta as plantações em larga escala, com uso de tecnologias sofisticadas, irrigações artificiais, estufas e cultivares em “clusters”. Assim, ficamos num modelo bem mais artesanal, de produção sazonal, quase de subsistência.
A entrevista com o ex-prefeito de Antonio Carlos, no Jornal da Noite/Guarujá tinha o endereço nas enchentes e os estragos no cinturão verde na Grande Florianópolis. Martendal conta que desde o início de novembro ninguém planta nada em virtude das chuvas. E avisa o pior: em uma semana, os preços desses produtos terão reajustes de preços de no mínimo 50%. Mesmo os básicos (alface, chicória, salsa, cebolinha – os chamados verdes, estes daqui) terão que vir dos estados vizinhos e com qualidade menor.