19/10/08
A Lua do Lucas

Apresento-lhes, dizem os especialistas, a culpada-mor desta chuvarada por aqui. Linda, quase cheia, desaforada com os nossos fins de semana. A foto é do Lucas, amigo de minha filha Amanda. Vamos fazer pedidos, pessoal…

Apresento-lhes, dizem os especialistas, a culpada-mor desta chuvarada por aqui. Linda, quase cheia, desaforada com os nossos fins de semana. A foto é do Lucas, amigo de minha filha Amanda. Vamos fazer pedidos, pessoal…
Tudo indica que logo mais, a partir das 9 da noite na Ric/Record (nunca sei bem o canal), Esperidião Amin vai ligar a sua “Máquina-de-Moer Dário”. Dois problemas para Amin: até que me provem o contrário, ninguém assiste estes debates, só mesmo a pequena classe média e os formadores de opinião. Além disso, o Dário, esperto, fica se fazendo de coitadinho, de tolo e vira vítima. Aí é um abraço. Tirando este sensacionalismo e a nossa atração por tragédias – como a de Santo André, fica só um vazio de idéias, uma pobreza ideológica, uma salada de interesses pessoais, que nada tem a ver com a cidade.
Meu irmão Carlos Damião me faz um novo carinho em seu Blog, esnobando no melhor estilo. Enquanto eu vou de DomecQ, ele de Johnny. Dia desses, ele me disse que tinha essa garrafa fechada há anos. Abriu sozinho, o esganado! Ou o galo não está sozinho?! Ainda bem que empatamos no bom gosto musical. Eu de Sinatra, ele de Piazzolla. Pela hora, acho que vamos dormir cedo hoje. O Damião é um “monstro”! Dás um banho! E não me sai mais nessa chuva pela manhã, seu istepô!
Meu amigo Calo Scheitt me faz um carinho e manda por e-mail 16 sucessos de Sinatra. Nada mais próprio para recuperar um sábado assim, sem graça. Escolhi “Strangers In The Night” para tomar um gole de DomecQ, deixando o velho Frank mais à vontade. Fiz uma banana para chuva.
Vou dividir estes néctares com os amigos do Jornal da Noite/Rádio Guarujá na próxima segunda-feira, 10 da noite. Grande Calinho. “Iu-bi-du-bi-du…”
Não sei que passarinho é, mas parece um funcionário, nestas portas de shopping. Parado, sem reação naquele fio de poste, na chuva, olhando pra lugar nenhum. Os dois trabalham, são sabem direito pra quem…
Chuvas entardecidas, que vieram da manhã, constrangidas, fazem as terras se esgotarem, cansadiças. Climas tristes, lânguidos, propícios a bobagens, a criatividades mórbidas, a artes tímidas, a reações perversas, a amores úmidos, a varais tão inúteis, com suas roupas sem forma, abandonadas.
Ele estava tão só que o "cooler" do notebock, lateral e à sua esquerda, lhe tocava com uma brisa morna e delicada nos dedos, e isso parecia um carinho leve, a respiração de alguém, a impressão tênue de um afago. Ficou com os dedos ali por alguns segundos e imaginou coisas.
Você gasta o seu latim, se esforça para fazer uma pergunta bem feita, bem construída, interessante, e o sujeito lhe responde assim: - Pôs agora…
Eu não consigo entender esse negócio de ter que apoiar alguém no segundo turno, obrigatoriamente, senão a patrulha da cidade tem um xelique. Acho tão óbvio o que a população disse nas urnas, "nós queremos este, não aquele." Agora, "aquele" quer apoiar "este". E fazem isso com a maior cara de paisagem… Tenho a impressão de que sou contra o segundo turno.
Fiquei divagando, agora pouco, sobre como seria interessante se o Mário Quintana estivesse entre nós e com um blog no ar. Imagine as maravilhas que estaria escrevendo… E o Drumond, e o Henfil, putz!, e o Glauber? Por exemplo, se o Quintana fosse o Carlos Damião, ele escreveria algo assim: "Esses comentaristas do meu blog, tão desaforados…, eles passarão, eu passarinho."
Li o Blog do Damião, agora. Ele está falando daquela famosa frase do Goebbels. Me deu vontade de sair com essa: “se você não tiver uma verdade, fique quieto e trabalhe para construir uma.”
Mas vem cá! Nunca mais vai fazer sol no sábado? Domingo vem um solzinho, na segunda aquele baaaita, debochaaado… Se eu fosse o Lula, além de decretar Horário de Verão, mudava o fim de semana para domingo e segunda. Pronto!
Nós mortais, temos dificuldade de entender coisas do tipo “o governo federal vai prestar ajuda aos bancos em apuros” por conta da crise financeira mundial. Mas que absurdo, gente passando fome, 10% da população analfabeta e o país dando dinheiro pra banqueiro!! E o que é pior, todo ano vemos balanços financeiros espetaculares dos bancos, sempre orgulhosos de suas pornográficas rentabilidades, sem que produzam um prego sequer e empreguem cada vez menos trabalhadores. Mas o tiro é mais embaixo. Os banqueiros, na verdade não recebem dinheiro do governo nestas ocasiões. Os recursos são para pagar os clientes e investidores que aguardam as remunerações do investimento feito. Os bancos fazem negócios futuros, sempre 30, 40 vezes o valor que têm em caixa. Eles giram com valores em papel, com uma movimentação presumida de que mais gente bota do que tira dinheiro, então, é um sistema meio de mentirinha, do ponto de vista produtivo.
Quando há crise, todos, ao mesmo tempo, querem pelo menos ver o seu dinheiro – o que foi depositado e o acrescido com o investimento. Ops! Boa parte deste dinheiro todo não existe na real (ou no Real). Ele é presumido, circulante, virtual. Assim, quando o governo diz que vai “ajudar” os bancos, na verdade, está dizendo que vai ajudar os seus clientes, que têm direito aos seus depósitos e aos rendimentos pré-fixados comprometidos.
Bem, esta é a história técnica, acadêmica. Não se sabe ao certo o que acontece no meio desse caminho, porque só vi banqueiro falido no cinema. Até o Cacciola, preso e teoricamente quebrado, anda comendo lagosta na cela da PF.
- Bem vindo ao serviço de tele atendimento de nossa empresa. Aguarde um instante para ser atendido. Você é muito importante para nós.
- Digite um se você for nosso cliente. Digite dois se você …
- Continue na linha e aguarde o atendimento de uma de nossas atendentes.
- Nossas posições estão todas ocupadas. Aguarde só mais um instante.
- Daqui a pouco um de nossos atendentes vai lhe atender, enquanto isso ouça …
-Alô, pois não, meu nome é Edineide, no que posso lhe ajudar?
- É o seguinte, meu telefone está mudo.
- Já recebemos várias reclamações da sua rua. O problema é do seu armário, senhor, estamos verificando.
- Como assim, do meu armário?
- Do armário, um defeito técnico.
- Olha, minha filha, aqui em casa os armários são todos embutidos e passo Jimo Cupim todo ano, isso eu tenho certeza que não é.
- Não, senhor. O senhor não está entendendo…
- Quem não está entendendo é a senhora!
- Vou lhe explicar o que é o armário…
- Ah tá, agora a senhora vai querer me dizer o que é um armário. Era só o que me faltava!
- Um momento, senhor, fique calmo, me dê um segundo para lhe explicar…
- Ô moça, o negócio é o seguinte, se eu quisesse saber alguma coisa sobre o meu armário eu teria ligado para um marceneiro, o problema é no meu telefone, e eu estou calmo, cacete…
- O senhor está fazendo uma confusãozinha…
- E ainda sou eu que tô fazendo confusãozinha, acho que a senhora tá gozando com a minha carinha…
- Sabe o que é senhor, o armário que eu estou falando é o da rua.
- Olha aqui, moça, eu nem tenho telefone lá na rua, aquele armário lá de fora que a senhora tá falando eu coloquei esta semana pra minha mulher botar o material de limpeza e não tem nada ver com o telefone. Aliás, eu nem sei como vocês sabem que eu botei aquilo lá. Vocês andam espionando a gente, agora, é?!
- Meu senhor, o senhor não está entendendo nada…
- Eu nem acredito que estou me estressando deste jeito. Ou a senhora é uma louca ou é muito sem vergonha mesmo! Eu quero saber quando o meu telefone vai voltar a funcionar!
- Senhor, nós já estamos providenciando o reparo no seu armário, tão logo isso seja feito seu telefone irá funcionar.
- Mas que barbaridade! Eu nunca vi isto na minha vida. Tá bom, eu desisto! Olha moça, pelo menos me manda alguém decente pra mexer no meu armário, eu tenho TOC de roupas bem arrumadas e se lhe interessar, a extensão do telefone do quarto sai de trás da terceira porta, da esquerda para direita do armário. Sabe lá é isso mesmo… Obrigado!
A Coréia do Norte saiu da lista negra do terrorismo do governo dos Estados Unidos. Como é a vida, né?! Pois os Estados Unidos ainda não saíram da lista negra do mundo. E ninguém divulgou isso!
Se é verdade que os programas eleitorais modificam e confirmam ou não votos, dependendo do desempenho dos candidatos, e se é verdade que os debates também influem na decisão do eleitor, isso significa que este eleitorado tem sensibilidade suficiente para avaliar, refletir e concluir sobre o que vê e ouve. Ou seja, há consciência política, há capacidade de crítica e inteligência razoáveis. Então, se isso é verdade, acreditar que o apoio de um candidato derrotado ou de seu partido a um dos dois que disputam o segundo turno irá levar as pessoas a acompanhar o gesto é, no mínimo um exagero. Uma grosseria com a sensibilidade alheia! Bem - entre nós - analistas por aí, frequentemente, nestas ocasiões, mostram o seu desejo no lugar da recomendável observação isenta de suas paixões. Vamos, pois, fazer os descontos…

Assisti no domingo "Antes de partir", com os craques Jack Nicholson e Morgan Freeman. Dois gigantes. Pelo que são, já sabia que iria me emocionar o tempo todo. Batata!! Argumento certeiro e grandes performances. Não acreditem no gênero divulgado. A sensibilidade do texto vence a expectativa da comédia. Os dois não fazem força para atuar e choramos ao natural. Foi bom, recomendo.
Uma boa quantidade de pessoas vai apertar só duas teclas neste segundo turno para cumprir seu dever cívico.
Admiro as ousadias do povo carioca. Vez por outra aplicam uma para mexer com a mesmice nacional. Agora, traz o Gabeira para o segundo turno, uma justa decisão. Gosto dele e não me esqueço daquele seu desabafo no plenário da Câmara, no episódio de cassação daquele gaiato Severino. Ele disse o que estava na ponta da língua da Nação: “o senhor deve renunciar ao cargo de presidente e se o senhor não fizer isso, nós vamos tira-lo daí, por que o senhor é uma vergonha para esta Casa e para todos nós brasileiros..”, bradou o quase governador carioca.
E para nos matar de inveja, o Gabeira recebeu ontem o apoio do mestre Oscar Niemeyer. Isto, sim, é um apoio próprio, ético e de consistência. Cariocas…
Engraçada essa arrogância intelectual… “Se você não concorda comigo, nem com meu inimigo, você está em cima do muro”. Mas que petulância! Pelo visto, os “iluminados” devem ter decretado que só existem, obrigatoriamente, duas opiniões neste “universozinho”. A miopia é tamanha que só dá pra enxergar o umbigo. A diversidade de opiniões e posições – fora do que é bom (amigo) e ruim (inimigo), para eles – é chamada de “em cima do muro”. Que jeito estranho de declaração de voto, hein!… Coragem, amigos.