9/12/08
Quintana e as militâncias Rio Grande afora
Conversei ontem por quase uma hora com o Procurador do Estado, Paulo Roney Ávila Fagúndes. Foi um papo de velhos ativistas políticos e colocamos em dia algumas lembranças do Rio Grande do Sul. Enquanto ele era vereador pelo MDB, em Livramento, eu militava apaixonadamente no MR-8, em Porto Alegre. Lutávamos por um mesmo ideal, para derrubar a Ditadura Militar e retomar o caminho democrático do País.
É engraçado, mas muitas vezes nos sentimos personagens de histórias que nossos filhos, hoje, quase não acreditam. Comentamos o fato de sermos contemporâneos do poeta Mário Quintana. Víamos o poetinha quase diariamente, ali na Praça da Alfândega, no Hotel Majestic ou na redação no Correio do Povo. Lembrei com alegria e emoção a ocasião em que o Quintana ajudou a vender o meu primeiro livro de poesias “Pátria Poeta”, na Feira do Livro de 1984. Vendo que eu não vendia nada, pelo absoluto anonimato que me era peculiar, o poeta resolveu se sentar ao meu lado. Atraiu dezenas de pessoas que fizeram fila para comprar meu livro. Quintana autografava minhas poesias como se fossem dele e depois me passava para assinar também. No início, ninguém entendeu aquilo, mas não demorou para o Quintana ir embora, sem antes me ajudar a vender uns 80 livros. Quando vi o poeta pelas costas, vi também aquela fila que não era mais minha esvaziar rapidamente.
Bom aquele papo de ontem.
criado por Marcelo Fernandes Corrêa
13:44 — Arquivado em: 

Caro Marcelo, a gente percebe, com o passar do tempo, que a história a gente viveu, o que alguns alunos aprendem nos livros. Nossos filhos duvidam das nossas andanças e vivências. Abraços do Paulo Roney e apareça sempre. Também gostei do nosso papo, que não deixa de ser uma forma do reencontro com o passado,com personagens que não morrem jamais, como é o caso do poeta Mário Quintana.
Comentário por paulo roney — 30 30UTC janeiro 30UTC 2009 @ 14:26