Marcelo Fernandes Corrêa

Blog oficial do jornalista

2/12/08

Goela abaixo da natureza e da nossa segurança

“Não vai ser uma enchente que impedirá que o Código Ambiental do Estado seja votado na Assembléia”. A declaração é do deputado Moacir Sopelsa, ex-secretário da Agricultura de LHS, ontem no Jornal da Noite/Guarujá.

criado por Marcelo Fernandes Corrêa    11:10 — Arquivado em: Sem categoria

Pelo jeito, a bagunça vai continuar

O vereador Jaime Tonello (DEM) me disse ontem, na Rádio Guarujá, que o Orçamento de Florianópolis de 2009 - que foi aprovado ontem à noite na Câmara, não assegura especificamente investimentos na infra-estrutura básica para a cidade. Perguntei se foram aprovados recursos para, por exemplo, a instalação do esgoto e escoamento pluvial no Campeche, que sofreu fortemente com a última enxurrada. “Não, Marcelo, infelizmente, o orçamento prevê somente recursos para a Operação Tapete Preto e isso pode ou não incluir estas obras de canalização”, me disse o vereador que foi o relator do projeto do Orçamento.
Me lembro que o repórter Hívan Tonsic captou essa declaração de uma moradora desesperada, lá no Sul da Ilha: “Eu nunca tinha visto isso aqui, essa água toda começou a se acumular depois que colocaram este asfalto aqui, sem a tubulação para a água escoar…” O vereador Tonello reconhece que o asfalto impermeabiliza o terreno e a falta do sistema de esgoto provoca a inundação de ruas e casas.
Pois é. E o novo Orçamento/2009 dará continuidade a esta bagunça.

criado por Marcelo Fernandes Corrêa    11:05 — Arquivado em: Sem categoria

Um pavão incólume no meio da enchente


“O governador Luiz Henrique da Silveira instituiu este ano o Premio Beto Carrero de Excelência em Turismo. A escolha é feita pelo Conselho Estadual de Turismo, cujos membros são nomeados pelo governador Luiz Henrique. O resultado oficial foi anunciado esta tarde. Escolhido na categoria Personalidade? O governador Luiz Henrique.”

A notícia foi divulgada oficialmente. Li esta pérola nos blogs do Damião, do Canga, do Mosquito, do Moacir e do César.
Como diz aquele programa do Discovery Channel, "É tudo verdade!".
Não é ridículo e constrangedor?!

criado por Marcelo Fernandes Corrêa    10:20 — Arquivado em: Sem categoria

1/12/08

Enfadonho e rançoso nó do cadarço

Ouvi agora na Guarujá, o governador LHS e o prefeito Dário darem entrevistas, ressaltando as boas condições das praias de Florianópolis para receber os turistas. A entrevista foi concedida para a Rede Eldorado e, portanto, para todo o País.
É bem provável que o pessoal da “fumaça” se arvore a criticar a insensibilidade dos dois.
Não tenho nenhuma razão para defender “A” ou “B”, muito pelo contrário, quem me conhece até sabe por que. É inegável que precisamos dos turistas, principalmente agora. É incrível, mas até já li, dias desses, alguém dizendo que “não precisamos de turistas…”, uma manifestação, no mínimo, descolada da nossa realidade e ancorada em outros problemas mais profundos e psicopatológicos, que acham que a Ilha é só dos ilhéus, de quem é daqui, dos manés, como se aqui fosse a lua, um outro planeta.
Já falei deste tema, “O tempo e outras coisas”, de 08.10.08. Volta e meia esse sentimento suburbano, atrasado, preso em raízes retrógradas (muitos deles, por exemplo, que conseguem defender a “Farra do Boi” como cultura…) aflora, travestidos em defesa da população, das comunidades, como é o caso nesta catástrofe. No fundo, este sentimento tem a mesma origem. Padece de altruísmo, de uma elevação humanística, de uma superação antropológica que, invariavelmente, se alcança com o tempo. Muitas grandes cidades já passaram por este processo e hoje convivem com harmonia com as diversidades e com o plural. Normal que assim seja. Só é muito chato fazer parte deste processo. É como aprender a dar nó no cadarço do sapato. Leva um tempinho, é indispensável, dá trabalho, precisa de habilidade e determinação, mas depois que se aprende parece uma bobagem e a gente até ri dos primeiro nós.
Faz parte.

criado por Marcelo Fernandes Corrêa    11:54 — Arquivado em: Sem categoria

As fumaças do ódio

Tenho uma opinião diferente de certos blogueiros que se insurgem revoltados contra a posição do governo de LHS, ao mostrar preocupação com o turismo e a presença dos turistas neste verão, adiantando aos mesmos que o Estado estará preparado para recebe-los em algumas semanas, apesar de toda a tragédia que ainda vivemos.
Entendo, em muito, que a indignação de certos colegas reside num ranço, muitas vezes até num ódio virulento que resvala no preconceito, na antipatia antecipada que existe, sabe-se lá por que. Por isso, cada vez mais, leio com cuidado alguns disparos, que sofrem de um mal e quase não conseguem discernir o que é real e o que é sombra. Muito deste “mal” há muito tempo (1920) foi abordado por Lênin, em “Esquerdismo, a doença infantil do comunismo”. O li faz muito tempo e lembro dele agora.
Acho que este governador que temos é uma espécie de outro. Digo isso porque sei bem quem foi LHS no passado, participei de muitas de suas caminhadas, como tantos neste País e hoje vejo-o como um estranho, uma cópia mal feita dele mesmo.
Com isso, digo que concordo com muito o que leio de nefasto sobre LHS. Ele mudou demais. No entanto, isso não me torna cego e não me causa nenhum problema encontrar acertos e reverenciá-los, até para permitir a crítica com credibilidade e exercer a isenção possível e desejável.
Assim, a preocupação que LHS e seu governo mostram com o turismo, para mim, é absolutamente razoável e vem ao encontro dos interesses do Estado e de toda a sociedade, já que todos nós, principalmente a Classe Trabalhadora Catarinense, vive basicamente do turismo em todo o litoral. Portanto, falar, preocupar-se e tomar medidas de proteção ao turismo é administrar em favor da economia do Estado, do emprego e da renda de todos que sobrevivem deste mercado.
Haveria um pecado inexplicável caso o governo estivesse apenas voltado a esta tarefa, deixado de lado a ajuda e a reconstrução do Estado como um todo. Acho, até aqui, que isto não está acontecendo e entendo que a própria sociedade, suas entidades orgnizadas e a imprensa não deixarão que isso ocorra impunemente.
Fora isso, me desculpem alguns colegas blogueiros, mas acho que é fumaça e oportunismo, muito o que se está dizendo por aí.

criado por Marcelo Fernandes Corrêa    11:02 — Arquivado em: Sem categoria

30/11/08

A “meia-boca” que virou tragédia

Me lembro que no Governo Paulo Afonso, quando aconteceu a duplicação da SC 401, fiz muitas entrevistas - na época era âncora na CBN/Diário, sobre o contrato firmado entre o Executivo e a Engepasa/Linha Azul. A empresa não executou diversas obras de arte importantes como o canteiro central entre as pistas, previstos até com vegetação, nos moldes da Freeway, no trecho da BR 101 no Rio Grande do Sul. O canteiro virou um “guard rail” mixuruca, perigoso e mais em conta. Mas o mais grave são os acostamentos, verdadeiras raridades na SC 401 duplicada. Área de escape, além do acostamento, então…., isso nem se fala.
O tal contrato acabou na Justiça e tramita até hoje, aguardando uma decisão. Diz a Empresa que o Governo não cumpriu a sua parte no contrato com relação às desapropriações necessárias para o alargamento da estrada. Além disso, o governo não se empenhou em liberar a cobrança do pedágio e isso justificou o abandono do negócio. O governo, por sua vez, diz que a Empresa descumpriu o contrato e com isso perdeu o direito sobre o pedágio. A bem da verdade, se cometo algum equívoco ao falar do litígio jurídico, por favor, me corrijam as partes, às quais serei grato.
Quero é chamar a atenção para algo mais relevante, decorrente do remendo que virou a duplicação. A falta dos acostamentos, como por exemplo, na altura do morro do Cacupé, bem ali onde houve aquele deslizamento monstro. O “acidente” merece um estudo sério no sentido de não se repetir uma solução “meia-boca”, oferecendo outros riscos e mais tragédias.

O Google Earth mostra o trecho do "acidente" na SC 401. No detalhe, pode-se ver uma proteção de concreto ao longo das torres de celular. Qual seria a razão para tal proteção? Uma boa pergunta que chega tarde.
O mínimo que se pode fazer é reconstruir – como “gente grande” - o trecho desmoronado e refazer os demais que se encontram em iguais situações ao longo na SC 401. Se forem sérias as providências e completas, talvez caiba, ainda, uma boa investigação – com uma respectiva denúncia - sobre as causas e os causadores de um prejuízo incalculável para toda a sociedade e, particularmente, àquele infeliz trabalhador que estava naquele caminhão.

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29/11/08

O Plano B para 4% do PIB

Não tinha idéia e acho que muita gente boa também não, da importância estratégica do Porto de Itajaí no cenário nacional. O superintendente do Porto, o ex-prefeito Arnaldo Schmidt, me contou na Rádio Guarujá, que 4% do PIB do País, entre importações e exportações, passam por lá. Pode-se calcular, só por este dado, o prejuízo do Porto sem movimento, como está. Segundo informa a Fiesc, cada dia parado, deixam de circular cerca de 34 milhões de dólares no Estado. Para se ter uma idéia, nos últimos dez meses, o Porto movimentou aproximadamente 10,6 bilhões de dólares para a economia nacional.
Estes dados impressionantes oferecem um risco de, praticamente, quebrar a economia do Estado, caso não se tome uma atitude arrojada e criativa nos próximos dias em relação a ele.
  
Arnaldo Schimidt, Glauco Côrte e Edson Andrino 
O empresário Glauco Côrte, primeiro vice-presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina me disse ontem que o plano “B” para escoar a produção é viabilizar imediatamente a utilização do Berço 4 do Porto (“berços”, são os locais de atracamento dos navios). Dos três existentes, o Berço 4 foi o que escapou ileso, e o que é melhor, ele é o maior e o mais moderno. Se na segunda-feira as autoridades viabilizarem a utilização daquela unidade, cerca de 70% da movimentação do Porto volta ao normal.
Há um detalhe a ser considerado: para ser usado, novamente, o Berço 4 precisa de um cuidadoso estudo do calado do Porto, que perdeu profundidade com a destruição dos outros “berços” varridos pelas águas. É bem provável que uma mega dragagem tenha que ser feita com urgência.
Está na mão dos políticos e administradores a corrida com os projetos e levantamentos. Por telefone, o atento deputado Edson Andrino me observa que será preciso vencer o “ranço burocrático” na liberação dos recursos já assegurados pelo presidente Lula. Alem disso, o deputado também alerta para o desafio que será o uso correto destes 1,6 bilhão de reais. Procede a preocupação de Andrino. Ele conhece o “time”.

criado por Marcelo Fernandes Corrêa    21:35 — Arquivado em: Sem categoria

28/11/08

Esses dias tão difíceis e cheios de sinais

Estamos vivendo dias muito sensíveis, delicados, à flor da pele.
Estou como todas as pessoas estão. Emocionadas, vulneráveis, fraternas… A dor nos ensina a viver com mais respeito à alma, às coisas de dentro e falar delas como sinais.
Me pego marejado, nos olhos e no coração, passeando pelo You Tube, vendo os vídeos de “Hair”, tão a ver com estes dias em Florianópolis, em Blumenau, Itajaí, …
Vontade de dar a mão para o neto que ainda não tenho e sair por aí, cantando “Aquário”, na Daniela.
Leio os comentários do vídeo coisas lindas, que não resisto, e divido com vocês aqui.
- “Eterno! Sou um hippie de 63 anos! Hair é eterno!”
“Amo essa música, amo a minha vida!”
- “Somente quem tem conhecimento dos tempos da ditadura, das guerras, das opressões, poderá entender Hair e os hippes. Se o estilo de vida de hoje não nos permite andar como hippes, nossas cabeças sempre serão hippe, que significa paz, liberdade e amor a todos.”
- “Lindo!!! Não renunciar à Utopia anarquista jamais… Saudade do Futuro…”
Muito bom tudo isso!

criado por Marcelo Fernandes Corrêa    11:48 — Arquivado em: Sem categoria

“Hair”, pra revirar essa tristeza!

Nas edições normais do programa que apresento na Rádio Guarujá, o Jornal da Noite, cometo uma pequena subversão ao jornalismo, e toco um pouquinho de música para pedir os intervalos comerciais. Uma pitada de jazz e blues não faz mal a ninguém, pelo contrário. Nesta semana de sofrimentos resolvi dar um tempo e achei mais adequado respeitar a dor que todos vivemos não tocando música.
Mas ando pela cidade ouvindo a reação das pessoas. Sinto-as tristes, abaladas, silenciosas, diferente do jeito mané falante, alegre e criativo de se expressar. É uma espécie de depressão coletiva, algo assim. O que é impressionante, paralelo à isso, é a solidariedade que tomou conta da maioria das pessoas e isso se espalhou pelo País.
Nada na vida é por acaso. Tudo está magicamente interligado e faz parte de um enredo só. Esta catástrofe, de alguma forma, veio para nos unir, para quebrar as resistências de fraternidade, de amor ao próximo, de tirarmos um pouco o nosso olhar sobre o umbigo, tão pequeno, diante do todo que nos cerca.
Com este olhar, acho que é hora de entender que um pouco de música e de uma alegria mesmo que contida, é o que precisamos para voltarmos a ver graça na vida e refazer, dar voltas por cima quantas vezes precisar.
Nesta sexta, a música volta ao Jornal da Noite, como um açoite ao clima tão alagado e triste. Pensei em tocar Janis Joplin, mas isso já fiz na semana anterior – o que talvez tenha sido uma premonição, usando seus gritos roucos e sofridos como uma trilha do que viria. Cogitei as canções românticas de Elvis, aquelas da época em que foi o soldado raso, designado para a uma divisão blindada, no Texas, para treinamento básico de guerra, com instrução avançada em tanques, parecidos com estes que estão em operação de salvamento no Vale do Itajaí. Acho, mesmo, que vou dar um susto na monotonia deste clima tenso. Vou de “Hair”, um ícone da rebeldia, do novo, de tudo que queria ser melhor e reconstruído com criatividade e força poética. É assim que vou no Jornal da Noite de hoje, as 10 da noite, nos 1.420 kHz - AM. A trilha sonora do “Hair” vai nos embalar as boas energias. É disso que precisamos agora!

criado por Marcelo Fernandes Corrêa    11:09 — Arquivado em: Sem categoria

Medo na encosta

Estive na terça à tarde ali na SC 401, na altura do Cacupé, onde desmoronou aquele monte de terra sobre a estrada. É espantoso o volume, é assustadora a cena, parece que ali houve um bombardeio. Fiquei impressionado. Ao chegar, encostei minha moto logo ao pé da encosta que sobrou. Olhei bem no alto, inclinando o olhar em 180 graus, respeitando aquele morro rebelde, bravo e bêbado d’água. Ele parecia falar, “não me agüento mais de pé…” Olhei e tive medo. Peguei a moto e sai de perto, como me afastando de um alien exausto, sonolento e fora de controle. Estacionei mais longe e fiquei sobressaltado na cena, observando o movimento das máquinas trabalhando nos escombros. Notei que o motorista da retroescavadeira avançava sobre as terras e pedras revoltas como quem cutuca uma onça com vara curta. Um olho na caçamba, outro na enorme encosta trêmula, drogada… Pensei ali na "Rosa de Hiroxima" de Vinicius, cantada pelos Secos & Molhados, aquelas encostas “… rotas alteradas; pensem nas feridas; como rosas cálidas…”

criado por Marcelo Fernandes Corrêa    1:51 — Arquivado em: Sem categoria

Puxão de orelha

O intenso trabalho na Rádio Guarujá – por conta das tristes enchentes - e outros afazeres que sempre se avolumam no final do ano me roubaram as reflexões, a inspiração e o fôlego de vir aqui e escrever um pouco. Levei um conveniente puxão de orelha da vereadora Angela Albino, que me honra com sua leitura, e reclama novas postagens no Blog. Tentarei ser mais disciplinado e volto a propor o bom papo por aqui.

criado por Marcelo Fernandes Corrêa    1:18 — Arquivado em: Sem categoria

21/11/08

Pintura no Scarpelli


Me tirem a dúvida: foi o Robinho, ontem à noite, naquela jogada mágica entre dois zagueiros do Náutico, ou era mesmo o menino Rafael Coelho? E o pessoal, durante o dia, ainda falava que o gramado, com a chuva, seria impraticável.
Arte pura, driblou até a lama!

criado por Marcelo Fernandes Corrêa    13:31 — Arquivado em: Sem categoria

Superstição e gripe alvinegra

Se superstição ajuda, vou levar sério o que aconteceu ontem à noite. Estava na rádio, quando o Náutico empatou em 3 a 3. Não resisti àquela realidade e saí para dar uma volta de moto, na chuva, pelas ruas da cidade. Não queria ouvir o fim daquela história. Na chuva, no vento e no frio, pude ver que alguns comemoravam nos botecos. Pensei: terminou o jogo, são os avaianos, estamos na B, que droga. Voltei pra rádio, encharcado e cabisbaixo. Minutos depois soube que o Figueira tinha feito 4 a 3 e ganhou o jogo. Se assim for, acho que até o final o ano vou pegar uma gripe das boas. Mas vai valer a pena, fazer o quê?!
A propósito, continua chovendo…

criado por Marcelo Fernandes Corrêa    12:19 — Arquivado em: Sem categoria

20/11/08

O trigo do joio

O senador Paulo Paim, do PT gaúcho, está numa linda e justa batalha a favor dos aposentados. Mesmo contra a vontade do Governo Lula, o senador insiste com três projetos – já aprovados no Senado – para devolver parte dos direitos retirados dos aposentados brasileiros.
Na madrugada que os senadores fizeram uma vigília no plenário para chamar a atenção a esta matéria, postei uma mensagem de aprovação e de entusiasmo com o que vi. O senador me mandou esta resposta:
“Fiquei feliz e emocionado com sua mensagem. Sinto-me gratificado ao poder contar com a confiança de cada cidadão neste momento histórico de vigília no Senado em busca dos direitos de todos os aposentados e pensionistas. Tenho consciência de que precisamos unir nossas forças, pois temos, ainda, muito chão para percorrer. A energia e a mobilização de cada cidadão são fundamentais. Como diz a canção de Raul Seixas: " Sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só. Sonho que se sonha junto é realidade". Reitero que a população deve continuar mobilizada. Temos que continuar enviando cartas, e-mails e telegramas solicitando aos parlamentares a aprovação dos projetos. Meu sincero obrigado, PAULO PAIM, Senador-PT/RS"

criado por Marcelo Fernandes Corrêa    16:56 — Arquivado em: Sem categoria

19/11/08

O governador quer ver

O Carlos Damião me ligou agora pouco e me informou sobre uma comenda que o governador LHS entrega à funcionários públicos agora à tarde. A solenidade será na Assembléia Legislativa. Há uma expectativa de que as lideranças dos Praças (policiais militares) e suas esposas aproveitem a presença do governador para protestarem contra o descumprimento da Lei 254/2003, que trata dos salários da corporação.
Recebi por e-mail uma nota do deputado estadual Sargento Amauri Soares (PDT), atualizando sobre a reunião que teve com o Governo, pela manhã. “… não foi apresentada nenhuma proposta concreta de pagamento da Lei…, se comprometeu somente a apresentar ensaios do impacto do cumprimento da lei…, o governo está nos cozinhando em água fria, … classificou a série de reuniões de “enrolação”, diz a nota.
Ontem, no Jornal da Noite/Rádio Guarujá, fiz um pequeno debate entre os deputados Elizeu Mattos e Sargento Soares. Pelo andar da conversa, fora do ar, o deputado Soares sentenciou: “vai ter greve, pode escrever…” Perguntei se eles (militares) iriam fazer manifestação na frente do prédio do Centro Administrativo. “Na frente, não, dentro!”, avisou o parlamentar.
O governador parece que vai pagar para ver. E acho que verá.

criado por Marcelo Fernandes Corrêa    15:18 — Arquivado em: Sem categoria

Bonito e patético!


Patético! É triste, mas não temos mais o velho jornalismo de guerra no País. E não me venham com desculpas. Com a internet e tantos outros recursos, poderíamos ser muito melhores, mais profissionais. Sei quais argumentos meus coleguinhas irão usar, mas estou falando de nós, não das empresas que nos empregam.
Acompanhei, até onde pude, ontem à noite, pela Rádio Guarujá, a vigília dos senadores para pressionar a Câmara Federal e o Governo Lula na aprovação dos projetos que devolvem minimamente a dignidade aos aposentados e suas pensões assaltadas nos últimos anos. Entrevistei às 11 e 45 da noite o senador gaúcho Paulo Paim (PT) – autor dos projetos – e ele me contou que estavam em mais de 15 senadores naquele momento, tomando café, comendo bolacha e de prontidão. Perguntei a ele sobre a declaração do ministro da Administração, Paulo Bernardo, que promete veto presidencial, caso o projeto seja aprovado pelo Congresso. “O ministro pode dizer o que ele bem entender, mas o presidente Lula disse na TV Brasil que se o Parlamento aprovar a matéria ele sanciona”, garantiu Paim.
O Jornal da Noite encerrou às 24 horas, como sempre. Deixei o prédio da rádio a baixo de uma chuva forte que caia sobre a cidade. Em casa, liguei na TV Senado e fui tomar café e comer bolacha, como eles. Me emocionei com aquilo, me fez lembrar dos bons tempos. Me passou na mente as vigílias que fazíamos pelo País, contra os Decreto-Lei da ditadura e a maior delas, pelas Diretas-já!, quando choramos, uníssonos, nas galerias e escadarias lotadas das Assembléias Legislativas das capitais.
Lá pelas 4 horas da manhã, já “pescando”, como se diz, sobressaltei entre a caneca e o pacote de bolacha-maria e lá estavam, ainda, os nossos senadores, ao vivo, na TV Senado. Discursavam, falavam da importância do projeto. Pedro Simon e Mão Santa trocavam apartes, quando chegava o Welington Salgado, governista até o pescoço, mas resolveu juntar-se na madrugada. Não havia partido, nem base de apoio, nem oposição. Pelos seus lap top’s, os senadores liam os e-mail’s on-line que recebiam da população, de cidadãos e velhinhos que acompanhavam aquela sessão-vigília. Foi bonito de ver. Até agora, fico achando que foi um sonho.
Mas, comecei este post dizendo que é patético o nosso jornalismo. E é! Agora pouco procurei pela Internet uma foto daquele momento e só o que achei foi a registrada pela assessoria do Senado, lá pelas 10 da noite. Além disso, nada mais. Jornal nenhum registrou. Nenhuma imagem, nenhuma matéria, nada! Pelo menos até agora, o que já é uma vergonha.
Será que virei um dinossauro romântico? Fiquei doido? Ei, jornalismo! Tem alguém aí?! Será que depois do Jô os miolos das redações desligam? Saudade do Samuel Wainer.
Se os nossos políticos merecem todas as críticas pelos descompromissos com o País, não estamos fazendo melhor.
Patético mesmo!
Bonita madrugada no Senado!

criado por Marcelo Fernandes Corrêa    14:24 — Arquivado em: Sem categoria

Imagens recuperadas II



Outras recuperadas em DVD. O ano é de 1989, disputava-se o primeiro turno das eleições presidenciais. O Celso Martins e eu, na Rádio Guarujá, conseguimos reunir o Dr. Brizola e o Lula, numa entrevista só, no programa Guarujá Repórter. Foi um momento histórico. Tivessem os dois feito um dobradinha, Collor não teria vencido. Ou não?

criado por Marcelo Fernandes Corrêa    13:05 — Arquivado em: Sem categoria

18/11/08

Imagens recuperadas


Estou salvando umas fitas em VHS as quais guardo há uns 20 anos. São imagens de trabalho e de boas passagens dessa profissão doida de jornalista. Estou passando tudo para DVD. As primeiras duas ficaram prontas. E olha o que achei, de cara. Os meus queridos amigos de fé, Rivaldo Souza e Carlos Damião. O ano é de 1989. Uma cena que mostro aqui com grande emoção e como uma homenagem aos velhos amigos e bons tempos. Vou trazer outras, aguardem.

criado por Marcelo Fernandes Corrêa    1:06 — Arquivado em: Sem categoria

15/11/08

As miniaturas


Muitos amigos ficam curiosos sobre o meu hobby, o de construir miniaturas, maquetes. No ano passado, produzi algumas motocicletas, muitas delas a pedido dos apaixonados. Esta é uma Triumph 950i (Escala 1:7), confeccionada em madeira, plástico e metais, com suspensão - dianteira e traseira - real. Seguiu para São Paulo. Quem se interessar por ver a coleção toda, comente aqui.

criado por Marcelo Fernandes Corrêa    14:39 — Arquivado em: Sem categoria

12/11/08

Jornal da Noite cantando na chuva


A cena não é em Florianópolis, apesar do cenário dar os ares da Praça XV. É o Gene Kelly, no genial “Cantando na Chuva”, de 1952. Já que não dá pra mandar São Pedro se mancar, vamos celebrar o tempinho.
Logo mais, no Jornal da Noite/Rádio Guarujá (1.420 kHz), que vai ao ar depois da Jornada Esportiva, lá pela meia noite, vou rodar uns bons momentos do musical, encerrando, é claro, com Mr. Kelly, na chuva. Vai ser interessante. Até lá.

criado por Marcelo Fernandes Corrêa    14:52 — Arquivado em: Sem categoria
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